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  18/09/2006
Contar histórias ajuda a formar inconsciente infantil










Muitas histórias para contar
18/09/2006

As crianças estão sentadas no chão, em círculo. Ouvem a professora, que conta uma história. Umas escutam em silêncio, outras querem interferir. Mas a hora do conto ou da roda de histórias, uma prática cada vez mais disseminada nas escolas de educação infantil e ensino fundamental, chama a atenção de todas elas.

A roda de hist√ɬ≥rias n√ɬ£o pode deixar de acontecer aqui. As crian√ɬßas pedem. √É‚Äį um dos momentos mais importantes da rotina delas , diz Michele Sasson Salama, 41, diretora da escola Centro de Estudos e Conviv√ɬ™ncia Infantil Arraial das Cores, que adota a roda para crian√ɬßas a partir de um ano.

As hist√ɬ≥rias possibilitam que as crian√ɬßas entrem em contato com outros universos e, assim, conhe√ɬßam melhor os outros e a si pr√ɬ≥prias , afirma Regina Scarpa, 44, coordenadora pedag√ɬ≥gica da ONG Cedac (Centro de Educa√ɬß√ɬ£o e Documenta√ɬß√ɬ£o para a A√ɬß√ɬ£o Comunit√ɬ°ria). Elas propiciam √ɬ† crian√ɬßa um contato com outras realidades, culturas, experi√ɬ™ncias e vis√ɬĶes de mundo, as ajudam a compreender os conflitos internos pelos quais possam estar passando e s√ɬ£o, al√ɬ©m de tudo, a porta de entrada para o mundo das letras e dos livros.

A imagem de algu√ɬ©m contando causos ao redor de uma fogueira √ɬ© recorrente no imagin√ɬ°rio popular, mas, embora esquecida durante algum tempo, tem retornado com for√ɬßa √ɬ†s escolas. Pais, av√ɬ≥s e tios t√ɬ™m cada vez menos tempo para dedicar √ɬ†s crian√ɬßas, e a arte de contar hist√ɬ≥rias est√ɬ° se concentrando nas institui√ɬß√ɬĶes , diz Linice da Silva Jorge, 52, contadora de hist√ɬ≥rias e mestre em ci√ɬ™ncia da comunica√ɬß√ɬ£o pela USP. A maior parte do seu trabalho, hoje, concentra-se na forma√ɬß√ɬ£o de educadores: Eles est√ɬ£o assumindo a fun√ɬß√ɬ£o de contadores de hist√ɬ≥rias , diz (veja quadro abaixo).

Al√ɬ©m de fazer parte do imagin√ɬ°rio infantil quase naturalmente, a pr√ɬ°tica de ouvir hist√ɬ≥rias desperta habilidades importantes para o desenvolvimento das crian√ɬßas. Ela remete a exerc√ɬ≠cios de contempla√ɬß√ɬ£o e de reflex√ɬ£o, e isso √ɬ© indispens√ɬ°vel num mundo acelerado como o que vivemos , afirma o professor Edmir Perrotti, 58, da Escola de Comunica√ɬß√ɬĶes e Artes da USP.

As escolas apropriaram-se do ato de contar hist√ɬ≥rias tamb√ɬ©m porque ele ajuda no trabalho educativo com a diversidade cultural, recomendado pelos PCNs (Par√ɬĘmetros Curriculares Nacionais), na orienta√ɬß√ɬ£o geral dada pelo Minist√ɬ©rio da Educa√ɬß√ɬ£o. Segundo Perrotti, as hist√ɬ≥rias tamb√ɬ©m s√ɬ£o √ɬļteis para atingir esse prop√ɬ≥sito. Com tantas diferen√ɬßas socioculturais no pa√ɬ≠s, uma hist√ɬ≥ria ou um conto popular tem o poder de aproximar as pessoas. Esse tipo de narrativa simboliza a imensa teia de que √ɬ© constitu√ɬ≠da a cultura.

Outra vantagem é o fato de que a criança faz seu primeiro contato com o conhecimento por meio da narrativa. Os especialistas afirmam que, por isso mesmo, o contador de histórias não deve simplificá-las ou mudar as palavras para facilitar a compreensão, mas deixar que a criança tente compreender o seu sentido pelo contexto. Com isso, ela aprende a diferença entre texto escrito e linguagem oral, informação fundamental para o processo de alfabetização , complementa Michele Salama.

Para Gra√ɬßa Baruzzi, 47, coordenadora pedag√ɬ≥gica da Escola Carand√ɬ° (zona sul de S√ɬ£o Paulo), essas atividades s√ɬ£o uma maneira de desenvolver o gosto pela aprendizagem. O contato com as hist√ɬ≥rias faz com que a crian√ɬßa viaje, fazendo uma leitura do mundo. Cada hist√ɬ≥ria proporciona uma nova descoberta. Na Escola Carand√ɬ°, as crian√ɬßas ouvem hist√ɬ≥rias desde o ensino infantil at√ɬ© a quarta s√ɬ©rie do ensino fundamental √Ę‚ā¨‚ÄĚnessa fase, elas tamb√ɬ©m criam e apresentam suas pr√ɬ≥prias hist√ɬ≥rias.

Tanto a sele√ɬß√ɬ£o do tipo de hist√ɬ≥rias como a forma de cont√ɬ°-las interfere no resultado. Francisco Marques, o Chico dos Bonecos, 44, conta hist√ɬ≥rias profissionalmente h√ɬ° quase 20 anos. Para ele, que utiliza bonecos, can√ɬß√ɬĶes e outros apetrechos, contar hist√ɬ≥rias √ɬ© um ritual em que os ouvintes se envolvem n√ɬ£o apenas com o rumo dos acontecimentos mas tamb√ɬ©m com o rumor das palavras .


     



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